sábado, 8 de setembro de 2012


   Aceitar ela como sua esposa.....que maravilha, que benção...
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Uma das grandes fontes de conflito dentro do casamento é o pensamento de que ao se casarem, todos os problemas que se vivencia na família de origem serão dissipados. Acredita-se que quando uma pessoa sai de casa, todas as questões relativas ao seu lar de origem, aos conflitos que existiam na casa de seus pais, desaparecerão como que um passe de mágica.

Infelizmente, o que não se leva em consideração é o fato de que assim que o casal voltar da lua de mel, a família vai estar prontinha para começar a interferir na vida dos dois, seja direta ou indiretamente. Alguns, inclusive, já na lua de mel procuram manter-se informados do que anda acontecendo na casa dos pais. Nem mesmo naquele momento conseguem se desvencilhar.

Por isso, é importante atentarmos para a realidade de que ao se casar, você leva de brinde a família da pessoa com quem está se casando. Seja homem ou mulher. Muitos são emocionalmente dependentes da família dos pais. Alguns são até mesmo financeiramente dependentes. O problema é que quem coloca o dinheiro, também se sente no direito de tomar as decisões.

Queremos nesse artigo apresentar algumas considerações sobre a fonte de problemas que é o relacionamento com o resto da família do cônjuge, tentando apresentar uma maneira melhor de lidar com essas relações que vêm como brinde com a relação matrimonial.

Propósito de Deus. “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher” (Gen. 2,24). Esse é o plano de Deus. Quando duas pessoas decidem se casar, precisam entender que daquele momento em diante, a prioridade da vida deles será a nova família. Prioridade não quer dizer que a única coisa que importa será o cônjuge. Significa que a maior importância será dada à pessoa a quem escolheu para dividir a vida.

Algumas pessoas se casam, mas não conseguem deixar pai e mãe. E alguns pais e mães fazem questão de continuar mantendo essa dependência. Há mães cujo propósito maior da vida é ficar com seus filhos. Contudo, essas mães não percebem que para seus filhos isso não é uma atitude saudável. O que precisa acontecer é deixar que os filhos comecem suas vidas sozinhos. Muitos pais começam a fazer chantagem emocional, seja por meio de presentes e lembrancinhas, seja por meio de palavras e doenças emocionais. Tudo para não perder o vínculo com o filho ou a filha. Por favor, se isso for uma realidade em sua família, não deixe isso perdurar. Decida agir de maneira diferente. Dê a liberdade que seus filhos precisam.

Fontes de Conflito com a Família. Apresento abaixo cinco tópicos chave que causam conflitos na relação familiar entre genro/nora e sogro/sogra:

Em geral, os FERIADOS são fontes de muitas brigas e discussões entre a família. No Brasil, o feriado mais importante acerca disso é o feriado do Natal. Nessa data, as famílias sempre se juntam, e os pais tanto do marido quanto da esposa sempre fazem questão de contar com a presença dos dois. Pode haver outros feriados importantes também, mas Natal, e em segundo lugar, o Ano Novo, sempre são motivos de discórdia.

Outra fonte grande de discussão são as TRADIÇÕES familiares. Há famílias que costumam se juntar em alguma data especial do ano, como o aniversário da vovó, por exemplo. Nesses eventos há uma grande concentração de familiares, com tios, primos, avós, etc. E o casal não pode faltar. Outras famílias, costumam visitar os avós uma vez por semana. Quando a filha ou o filho se casa, querem incluir essa visita também para sua própria vida. Com isso, muitas vezes eles acabam aumentando as discussões, pois o que é tradição para uma pessoa não necessariamente é importante para a outra. Essas tradições se baseiam em emoções arraigadas e nunca devem ser tratadas de qualquer maneira.

Um terceiro aspecto são as EXPECTATIVAS familiares. Quando saem junto com os pais, há certas regras implícitas de comportamento, de ação, de atitude que são esperadas. Se o novo membro da família não conhece, pode passar por várias surpresas. Isso pode implicar em atitudes específicas para com os avós, ou em termos de expectativas religiosas, ou coisa parecida.


Uma quarta dificuldade que poderíamos incluir nessa lista é a questão dos PADRÕES DE COMPORTAMENTO. Em reuniões familiares, há certo costume de comportamento, de atitude, que podem ser completamente diferentes de outras pessoas. Por essa razão, esses tipos de comportamento podem gerar uma série de mal entendidos. É muito importante para o casal reconhecer e conversar sobre essas expectativas, senão é capaz de a mulher passar vergonha por atitudes que o marido toma, mas que são plenamente aceitáveis dentro do contexto familiar ao qual ele pertence.

E por fim, poderíamos incluir nessa lista o aspecto das CRENÇAS RELIGIOSAS. Talvez, o casal pertença a religiões diferentes, ou mesmo que sejam da mesma religião, tenham posicionamentos religiosos diferentes. Aí, quando as famílias se reúnem, os avós têm a tendência de querer ensinar os netos a agirem dessa ou daquela maneira, pois é “Jesus fica triste se não fazemos isso”. Percebe-se nesse tipo de atitude uma tentativa de se estabelecer o padrão dos pais na casa dos filhos. Por favor, se você for parte dos pais, não faça isso. Se essa questão for um desrespeito muito grande, fale com seu filho ou sua filha em particular, mas não tente resolver as coisas do seu jeito. Isso só serve para irritar seu genro ou sua nora.
Dicas para Lidar com os Pais. A primeira e mais importante dica para lidar com essas dificuldades em seu casamento é aprender a ouvir interessadamente. Em geral somos ótimos para argumentar, mas péssimos para ouvir. Ouvimos apenas o que é necessário para que possamos contra-argumentar. Ouvir verdadeiramente é prestar atenção não apenas ao que está sendo dito, mas à importância que se dá ao que está sendo proferido, e quanta emoção está envolvida nisso. Se aprendêssemos a ouvir mais, teríamos mais sucesso na resolução de impasses.
Depois, é importante que você saiba negociar. Por exemplo, se o casal enfrenta uma crise com respeito ao aspecto de onde passar o natal, pode-se chegar a um acordo de passar o natal com uma família e o ano novo com a outra, e revezar onde ir em cada feriado desses a cada ano. Procurar uma alternativa, cedendo de um lado para ganhar do outro é sempre a melhor maneira de resolver o conflito. Mas lembre-se de que ambos precisam ceder.

E uma última dica importante para o casal é ter certeza de transmitir a mensagem de que amam os pais tanto do marido quanto da esposa. Não transforme essas pequenas dificuldades em abismos emocionais, afastando a família de seu cônjuge do convívio da sua vida. Lembre-se de que ao optar pela pessoa com quem se casou, você levou de brinde toda a família dela. Mas agora, você faz parte dessa família. Aja como tal, e seja muito feliz em seus relacionamentos.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

  NÃO É AUTOMÁTICO NA RELAÇÃO SEXUAL


Homens e mulheres são diferentes. Portanto, é necessário aprender a respeitar as diferenças, ao invés de gastar tempo e energia tentando mudar o outro, lembrando que quem muda o outro a nós é o Espírito Santo. Esse talvez seja o principal problema de muitos casamentos. Ambos, tanto o marido quanto a esposa, falham em perceber que pensam diferente, que veem o mundo de forma diferente, e que precisam aprender a se relacionarem não da maneira que são, mas da maneira que o outro entenda a forma de amar, já que são diferentes.

Uma questão chave para que a união dê certo é que a questão da sexualidade seja bem resolvida. Isso porque, por sermos diferentes, precisamos compreender as diferenças que cada um traz consigo com respeito a esse aspecto também, como por exemplo, que tipo de orientação cultural cada um recebe antes de subir ao altar.

Apesar de vivermos em um mundo no qual a sexualidade parece fazer parte do assunto de todo o dia, não podemos nos enganar, nem considerar que por causa disso, todos já somos especialistas no assunto. Aquilo que é contado em uma piada, ou que se comenta em roda de amigos muitas vezes está muito longe em termos de realidade do que cada pessoa enfrenta em seu próprio relacionamento. E, por não entendermos realmente os aspectos específicos da pessoa com quem nos relacionamos, corremos o risco de sermos indiferentes às necessidades da pessoa com quem nos relacionamos.

Só para termos uma idéia do tamanho da responsabilidade, são fatores   psicológicos, culturais, religiosos e familiares que influenciam o modo como se entende e pratica a sexualidade. Fazer parte de determinada religião, cultura, família, etc, não tornam uma pessoa mais ou menos propensa a ter uma satisfação sexual maior ou melhor. Cada pessoa é única em sua maneira de entender esse aspecto, por isso é muito importante discutirmos um pouco sobre o papel que do sexo no casamento.

O Papel do Sexo no Casamento

Hoje, a sexualidade tende a ser vivida e compreendida pela nossa sociedade de uma forma bem mais liberal e despreocupada, o que talvez nos tenha levado a um certo exagero. Algumas pessoas dizem que precisam ter certeza, antes de se casarem, se por acaso possuem aspectos que se completam no relacionamento com outras. Ou seja, testam para ver se por acaso serão felizes em termos de intimidade física com a pessoa com quem se relacionam. Como se esse aspecto fosse de alguma forma determinar a felicidade da vida a dois. Por mais importante que ele seja, ele não é o que define a felicidade conjugal. Agora, precisamos estabelecer bem os fundamentos do papel da relação sexual no casamento de uma maneira cristã, pois a maneira e conteúdo do ensino cristão sobre o sexo no casamento é bem diferente da que o mundo apresenta.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Um limite não é muito apreciado inicialmente, e isso acontece sempre que nos deparamos com um novo. A Bíblia diz: “Nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, mas de tristeza” (Heb. 12:11). Lutamos contra os limites porque faz parte da natureza humana. Eles restringem o nosso desejo de ser Deus. Quando você diz não à criança, ela não apenas perde algo que está querendo, mas também descobre que não é dona do universo. Essa descoberta vai deixá-la mais contrariada do que não poder assistir à TV. Não se esqueça que é normal que  criança proteste contra os limites.
O problema surge quando você se deixa levar pelo protesto. Você acha que deve defender o limite ou castigar o protesto. Nenhuma dessas opções vai ajudar muito. Lembre-se: o limite só se tornará real se você o mantiver. Ele é a linha divisória. Assim, a criança respeitará o limite porque ele é real e não vai acabar. Mesmo que a criança proteste, a realidade continua sendo a realidade e seu protesto dará lugar à tristeza e à adaptação se você não se colocar no caminho. Para que isso aconteça, a criança precisa de dois ingredientes: limite e amor. Se tiver os dois, ela interiorizará a realidade dos limites sem se revoltar e, então, ela terá limites internos, estrutura e autocontrole.
Mas, se você brigar ou acusar a criança, então o problema deixa de ser a realidade e passa a ser você. Além disso, como não tem um pai amoroso para ensiná-la a lidar com a realidade, ela terá problemas em dobro se você começar a brigar com ela e a condená-la. Ela rejeitará a realidade internamente e odiará você, já que você se mostrou seu adversário.
[...] Sua tarefa não é mudar o limite e não se sentir frustrado. Fique firme e seja simpático; não fique bravo nem castigue seu filho. A revolta vai dar lugar à realidade e a criança vai começar a sentir a coisa mais importante que ela pode aprender a sentir sobre os limites do mundo real: tristeza.
O lamento é sinal de que a revolta deu lugar à realidade e a criança começou a desistir da batalha. Precisamos aprender a fazer isso diante dos limites que encontramos: aceitar a perda do que queremos e não podemos ter, e seguir em frente. A pessoa que aprende a passar da revolta à aceitação aprende uma lição importante de caráter: “A vida às vezes é triste. Nem sempre se consegue o que se quer. Agora, é preciso seguir em frente”.

Lembrando que jamais devemos castigar nossos filhos, mas não devemos também jamais deixar de disciplina-los, exorta-los no AMOR, pelo AMOR e com AMOR, e lembrando ainda que, DEUS É AMOR...

Edson e Sueli
Ministério para as Famílias Diocese de Maringá

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

De novo? Aconteceu de novo? Vocês já conversaram sobre isso, já fizeram novos propósitos, já procuraram ajuda… E nada parece resolver. Passam dias, e vocês precisam resolver novamente o mesmo problema. “Por que isso continua se repetindo? Acho que nunca vai mudar mesmo. Acho que não tem mais jeito. Cansei de esperar que as coisas sejam diferentes. Acho que chegamos ao limite. Está na hora de desistir, e cada um seguir seu próprio rumo!”.

Você já teve esse tipo de pensamento? Você já chegou a um estágio em que cansou de esperar uma mudança? Um estágio no qual você chega à conclusão de que não vale a pena esperar, pois parece que as coisas não serão diferentes?

Se você já pensou nisso, se você já passou por isso, talvez você tenha alcançado um ponto no qual perdeu a esperança. E isso é o pior que pode acontecer em um casamento. Quando você perde a esperança de que as coisas serão diferentes, você entra em um estágio de indiferença para com a outra pessoa. E a indiferença é o verdadeiro assassino do amor. Quando a outra pessoa se torna indiferente às atitudes de seu cônjuge, nada mais importa para a vida a dois.

Algumas pessoas, quando atingem um grau de indiferença, acabam por se separar. Mas muitas outras simplesmente levam a vida juntos, sem dar a devida atenção ao que a outra pessoa precisa, sem valorizar as oportunidades, sem se importar com o que a outra pessoa faz. Simplesmente continuam vivendo, ou melhor, sobrevivendo juntas.

Para você, que já perdeu a esperança, que já desistiu de ser diferente, eu quero lhe dizer que ainda há esperança. Quero partilhar 4 textos bíblicos que ultimamente me fizeram pensar muito sobre o plano de Deus para resolver casamentos que passam por problemas, ou que caíram na estagnação.

“Não precisa continuar sendo assim!” Uma cerimônia de casamento é um momento no qual o casal se encontra, cheio de promessas e de expectativas quanto ao futuro. Os dois têm muitos sonhos que desejam realizar, e também uma quantidade enorme de desejos, vontades, sonhos, anelos. O problema é que com o passar do tempo, muitos casais vão ficando tão desapontados, tão magoados, tão ressentidos entre si, que tudo isso vai sendo enterrado fundo no baú das memórias, coberto por muitas experiências frustrantes e desanimadoras.

Pois para pessoas que já perderam a esperança, tem a promessa de Deus em Jeremias 30:3, que diz: “Pois dias virão, diz o Senhor, em que mudarei o destino de meu povo…”. Você prestou atenção ao que Deus está dizendo aqui? Vai chegar um momento em que Ele promete que interferirá na sua história, em que Ele colocará a mão na sua vida e na de sua família, e Ele mudará o rumo, a direção que as coisas estão tomando. O desejo dele é nos dar vida, mas vida abundante (cf. João 10:10). Se não vivemos uma vida abundante de felicidade, amor, paz, satisfação, em nosso lar, algo está errado. Mas Ele promete que as coisas não precisam seguir desse jeito. Ele promete que colocará a mão, e mudará o rumo da vida da família.